28/02/2012

No céu da Suíça ~ Switzerland from above

Um dos passeios mais fantásticos que fiz pela Europa foi empreendido no céu da  Suíça. 
Eu buscava um quê de aventura num país notoriamente pacato e depois de muito pesquisar pela internet encontrei a dose certa de excitement num vôo de helicóptero pelos Alpes. A empresa (referências ao final do post) oferecia 4 roteiros com valores e durações diferentes. O roteiro que mais me agradou sobrevoava Zug, Grindelwald, Interlaken, Jungfraujoch e  o maior glaciar dos Alpes, chamado Aletsch Glacier. Além de incluir um pit stop a 3.000 metros de altura para fotos e um gole de Champagne, totalizando 90 minutos de adrenalina. Pensei na hora: - Opa, é nesse que eu vou! E não deu outra... Fiz o agendamento prévio pelo site da empresa e, dotada de uma pontualidade suíça, lá estava eu no hangar do no aeroporto de Zurique.  
Zarpamos de Zurique numa manhã de outono, céu azulim e sol quente na medida certa. O helicóptero levava 4 passageiros e o piloto, Herr Baumann, que trajava uma gravata colorida tão horrível que nunca me esqueci dela. Tampouco me esqueci do vôo, que foi divino!!!
Acima das nuvens os dedos dos Alpes já delimitavam o horizonte...
Mas a paisagem abaixo dos pés não deixava nada a desejar... Tudo verdinho e lindo, como tudo na Suíça! A foto abaixo foi tirada perto de Interlaken.
À medida que avançávamos rumo à cadeia montanhosa, o Herr Baumann foi aproximando o helicóptero das montanhas... Sobrevoamos rente aos Alpes, um cenário de tirar o fôlego tanto pela beleza quando pelo medo da hélice tocar a rocha.  
 Ver o Aletsch Glacier tão pertinho foi sensacional!
Então o helicóptero aterrissou numa pequena planície a 3.000mts de altura e pudemos esticar as pernas e curtir o visual fantástico da cadeia alpina. Lá de longe avistei a Montanha  Matterhorn, aquela que estampa a caixa dos chocolates Toblerone (e vários outros produtos Made in Switzerland).
Essa parada foi sensacional! Beberiquei uma taça de Champus e fiquei ainda mais fã da Suíça depois de vê-la lá de cima!
O vôo de retorno foi tranquilo e tirei o chapéu para a habilidade do Herr Baumann no comando do helicóptero. Não é qualquer piloto que chega tão perto das montanhas e devolve os passageiros vivos no final do passeio! Way to go!
Fica a dica! Recomendo muito o passeio de helicóptero pelos Alpes suíços.
Imperdível!

Referência: 
BB Heli em Zurique

-=♥=-

27/02/2012

A doçura do vira-lata ~ How sweet can a stray dog be

Que atire o primeiro osso quem nunca teve dó de um cachorro vira-lata!
Esses representantes da plebe canina sobrevivem pela astúcia de seus instintos e dão um show de malandragem em qualquer cão de raça. Não é pra menos... Um vira-lata tem que buscar comida, se automedicar, encontrar um canto pra dormir todas as noites, fugir de pontapés, de maus tratos (além da carrocinha, cruzes!). Ao passo que cães de raça geralmente desfrutam de carinho e estrutura que seus donos proporcionam.
Com tantos desafios, é natural que esses bichos fiquem bem "safos" em relação à vida. Mas nem por isso, deixam de surpreender quem dá a eles um tiquinho de atenção.
Sabe uma coisa que me encanta profundamente num cão vira-lata?
Sua doçura!
Flagrei um casal de irmãos vira-lata que era o supra-sumo da docilidade. O macho (bege) era um provocador nato e a fêmea (marrom) era uma moleca das mais atiradas. A vida deles pareceu tão feliz nos poucos minutos em que os observei! Tudo se resumiu em brincadeiras, mordidas, carinho e muito companheirismo.

Lindos, né? Cute, aren't they?
Ainda terei uma vira-lata nessa vida.
Quando eu não sei, mas o nome eu já escolhi:
Bisteca :)
.
-=♥=- 

22/02/2012

Um bolo de aniversário pra lá de especial ~ A very special birthday cake

A diferença de idade entre eu e minha irmã é de somente 1 ano e cinco dias. Este pequeno intervalo de tempo se traduziu em duas coisas para nós: uma afinidade inquestionável e a comemoração de nossos aniversários em uma única festa, desde tenra infância até nossos 18 anos. Dalí pra frente cada uma criou seu próprio ritual de comemoração, mas vira e mexe a gente ainda canta o tenebroso "parabéns" juntas pra evitar aquela cara de tacho típica da aniversariante.
O aniversário da minha Mana (que é mais velha que eu) foi no sábado, comecinho de carnaval. E nós estávamos fugindo do carnaval sabe, queríamos um esquema bem relax. Daí nossos familiares que moram em Brasília nos convidaram para passar o fim de semana lá, tomando banho de piscina, conversando potoca, tudo bem tranquilo. E no sábado faríamos um "bolinho" pra comemorar nosso aniversário. Perfeito.
Mas sabe aquele bolinho que vai crescendo com doses fartas de fermento até virar um festão?
Foi nosso caso. Primeiro, o bolinho. Era pra ser um bolo de cenoura com calda de chocolate, mas uma prima sugeriu um lugar ótimo em Brasília que faz bolos divinos no look e no gosto. Cheguei na loja e fiquei enlouquecida com um bolo decorado com motivos carnavalescos. Meu "eu" infantil pirou na batatinha e acabei encomendando um bolo de 3 andares com duas bonecas de biscuit - eu e minha irmã segurando uma bebezinha. Depois cogitamos o DJ, afinal de contas, carnaval que se preza tem que ter música e animação. Como fui pra Sampa, comprei fantasias e parte da decoração. E depois alugamos mesas, toalhas, contratamos um garçom que faz excelentes caipirinhas e etc etc...
Resultado da ópera: a festa foi maravilhosa!
A começar pelo nosso bolo... do rascunho à obra de arte:


Preciso fazer uma menção honrosa ao meu perfeccionismo: ao encomendar o bolo eu já pensei no modelito que eu e minha irmã iríamos usar pra sair tudo bem realista. Eu vestiria uma saia de paetê branca manchada com azul e verde e regata de seda azul. A Mana usaria um vestido tomara que caia pink com flores roxas. A Nathália de branco, nos trikns.
Agora vamos a cena real:
Repararam a semelhança? Não foi mera coincidência!
A festa foi muito, muito divertida. A maioria dos convidados se fantasiou a caráter e tivemos de Lady Gaga a Che Guevara na festa! Quanto mais engraçado o convidado, mais prestígio ele tinha! Daí foi só correr pro abraço e morrer de rir da criatividade dos foliões...
Além de dançar, dançar, dançar... Até a sandália arrebentar as tirinhas, como foi o meu caso... O Dj caprichou nas marchinhas de carnaval, que são divinas e muito animadas! Foi um tal de "Mamãe eu quero - Olha a cabeleira do Zezé - Bandeira branca amor...". Diversão total.
E dale Caipiroskas nos convidados, minha gente!
Lá lá lá...
E amanhã é meu aniversário:)
Tô répi!!!

-=♥=-

15/02/2012

Mulher de trinta ~ A Woman in her thirties

Às vezes eu acho que vou na contramão das coisas. Vejo muitas pessoas virando os trinta e dizendo: Ihhhhhhh. Já eu, vou virar os trinta semana que vem e direi: Eeeebbbbaaaaa!
E meu "EBA" não é meramente uma interjeição. É uma forma de resumir uma porção de coisas que me deixam orgulhosa da vida que tenho. A começar, pura e simplesmente, pela própria vida.
Há algum tempo ouvi uma frase que me soou boba num primeiro momento, mas depois reconheci bastante sabedoria nela. Dizia assim: "A vida não é fácil, mas é fascinante".
Realmente, se pararmos pra pensar, a vida não é fácil. São tantas escolhas pra fazer, batalhas pra travar, sentimentos confusos pra acomodar, pessoas com as quais se preocupar... Mas é fascinante poder lutar e conquistar sonhos, é fascinante amar as pessoas porque sem amor nada somos e nada seremos. É fascinante fazer a nossa parte e ter a sabedoria de delegar aos céus as partes que cabem à Deus. E confiar.
A vida não é fácil, mas é fascinante, especialmente para uma romântica inveterada como eu que acredita que a vida é uma oportunidade para ser feliz.
Estar prestes a cruzar a linha dos trinta tem me feito olhar para minha própria jornada e fazer um balanço geral da minha vida. No geral, colecionei bons feitos: falo 4 idiomas fluentemente, conheço 22 países, morei em 7 cidades diferentes (dentro e fora do Brasil), fiz minha pós-graduação no exterior, trabalho desde os 17 anos, juntei muita grana, corri atrás da minha felicidade... E fui muito longe atrás dela. Até que descobri que grande parte da minha felicidade vem da força das minhas raízes.
Hoje eu olho pra minha vida e consigo me enxergar melhor. Esse olhar sincero pra dentro foi conseguido à custa de muitos erros e muitas buscas. Mas fico feliz que os tropeços aconteceram, porque hoje eu analiso situações com mais racionalidade e quando contemplo que algo vai me causar um sofrimento muito grande lá na frente, eu piso no freio e mudo a direção. Já não tenho muito tempo a perder. Como diz Paulo Leminski: "Antigamente eu era eterna". Agora eu não sou mais. Tô chegando aos trinta e o tempo não pára de correr.
Eu vejo que evolui em muitos comportamentos. Mas também vejo defeitos na minha vida. A diferença é que hoje eu me aceito. Eu aceito que já fui mais corajosa e hoje estou mais cautelosa. Uma coisa é ter coragem. A outra é ter cautela. E hoje eu tenho coragem para ter cautela, porque antigamente eu me jogava nas oportunidades que a vida me oferecia, em termos profissionais e amorosos também. Hoje eu me enxergo melhor e sei que algumas renúncias são grandes demais pra mim. E eu aceito isso.
Eu me enxergo como uma criança encapuzada no corpo de uma mulher. Mulher essa que dizem ser inteligente - e eu concordo, com uma pitada de modéstia e outra pitada de orgulho. Mas desejo no fundo do meu coração que nenhuma inteligência ou circunstância seja capaz de matar a criança que eu carrego dentro de mim, porque ela é a face mais ousada e gostosa que tenho.
Sei que serei uma velha com espírito de criança, e que assim seja, porque já basta envelhecer por fora.
Com os 30 chegando, eu passei a me questionar...
- O que quer uma mulher de 30 anos?
Não tenho a pretensão de responder essa pergunta por todas as mulheres, porque sei que o querer é moldado de forma muito particular e depende de experiências passadas, expectativas futuras e uma série de outros fatores. Mas eu topo responder essa pergunta de uma perspectiva pessoal.
- O que quer a Márcia de 30 anos?
Muitas coisas...
Eu quero sentir o vento no rosto. Quero sentir amor, quero sentir calor, e até um pouquinho de frio.
Quero abraçar meus irmãos, tirar fotos pulando, tomar sorvete mesmo quando está frio e rir das minhas próprias besteiras. Quero fazer ótimas receitas na cozinha e errar algumas, porque a frustração é um ingrediente azedo, mas extremamente valioso na vida.
Quero cuidar das minhas boas amizades e visitar as pessoas que me são especiais aonde quer que elas estejam. Quero ir pra balada com minhas amigas e comer sandwiches no pós-party. Quero cantar no chuveiro e rir quando eu desafinar. E não quero me levar muito a sério. Mas a vida eu levo a sério sim.
Quero ter sabedoria para entrar na vida das pessoas e o discernimento para saber se devo ficar. Porque muitas vezes eu acorrentei pessoas que deveriam ter ido embora. E o mesmo eu devo fazer: romper correntes quando eu precisar ir embora. Não vai ser fácil, mas talvez seja fascinante.
Mas eu quero construir correntes que não precisem ser rompidas. Quero me casar, quero formar minha própria família e esta será a minha maior alegria na vida. Que este também seja o plano de Deus pra mim. E que eu saiba esperar sem ansiedade.
Quero cultivar a simplicidade e ter o luxo quando eu puder bancar. Quero ver um caixa de supermercado entediado e fazer uma piadinha para melhorar o dia dele. Quero consumir menos plástico e conscientizar as pessoas a fazerem o mesmo. Quero acumular milhas no cartão de crédito, ler até a exaustão e me apaixonar pelos clássicos de literatura russa. E também quero entender Graciliano Ramos.
Quero morar sozinha no meu cafofo e ouvir bossa nova, jazz e música sertaneja na sala. Quero tomar uns copos vinho na varanda, mesmo que sozinha, se preciso for. Quero flores naturais na minha cabeceira e um pé de manjericão na cozinha para usar suas folhas na decoração das travessas de arroz. Quero um lar com cheiro de alecrim e corações pendurados por todos os cantos, porque eu sou assim, romântica... E adoro isso!
Quero ouvir o barulho dos carros para valorizar o barulho do mar. Quero sentir o perfume das flores e ficar admirada com a criatividade de Deus. Quero olhar monumentos históricos e pensar: como é que conseguiram construir isso aqui quando não havia guindastes? Não havia guindastes, mas havia mentes e corações. Nada vai pra frente se o coração não se comprometer - por inteiro.
Quero continuar a ser uma boa filha e cuidar muito bem da minha Mãe, Paidrasto e Pai. Quero perdoar a minha avó paterna por nunca ter me aceitado nem me amado. Quero ser uma irmã amorosa e uma madrinha exemplar. E farei o meu melhor para entrar no mundo da minha sobrinha e brincarmos de igual para igual de casinha e de bonecas. Quero também trocar suas fraldas quando ela faz cocô. Mas tá difícil.
E quero viajar muito... Quero explorar o mundo com minha máquina fotográfica, clicando desde os lugares mais visitados até os mais remotos. E quero ficar em bons hotéis quando eu puder pagar, porque algum luxo às vezes é artigo de necessidade. Quero conhecer a Ásia, o Oriente Médio, os Lençóis Maranhenses, Foz do Iguaçu e Ouro Preto. Quero desbravar cada cantinho desse país que eu tanto amo. Amo com uma intensidade que me permite voar longe, mas voltar rápido, porque esse é meu lugar no mundo e não quero viver longe das minhas raízes nem da minha família.
Quero beber muito café, mas vou torcer para que meus dentes não fiquem amarelados. Nem que a osteoporose me pegue pelos pés. Quero comer muita manga, mamão, feijão tropeiro e churrasco. Também quero comer sushi e deixar o salmão agir com suas maravilhosas propriedades no meu corpo. Quero beber um pouco mais de drinks alcoólicos, principalmente na praia. Porque já chega de ter trauma com a bebida. Não quero que as tempestades do passado tragam chuva pra minha vida agora. Chega. Eu quero ser leve. Isso: eu quero ser leve. Na alma e no peso.
Quero seguir firme com as aulas de pilates e colocar os pés na cabeça. Quero patinar, correr e exercitar meu corpo. No final do treino vou tomar aqueles banhos bem gelados para lavar até a alma!
Quero ajudar mais o próximo com dinheiro e principalmente com tempo. E quero mostrar pro dinheiro que eu sou dona dele, e não o contrário.
Porque eu quero uma vida rica é de Vida!
Quero evoluir na profissão, no coração e principalmente no espírito. Quero amar a Deus e agradecê-lo por todas as graças que alcanço na vida. Quero crescer emocionalmente. E quando o sofrimento vier, que eu me torne mais forte, mas nunca, nunca mesmo, amarga. Os amargurados que me desculpem, mas a vida tem que ser doce!
E alegre!
Gente, bom humor é tudo!
E ouvir música alta é uma delícia!
- Oh DJ!!!
P  L  E  A  S  E    D  O  N  T     S  T  O  P    T  H  E    M U S I C!
Porque eu quero sorrir, eu quero dançar,
Quero deixar o mundo girar...
E ver no que vai dar!
Será que eu tô querendo muito?


-=♥=-

14/02/2012

O colo dos amigos ~ Friends to hold me back

No final do ano passado eu passei por um baque daqueles... Terminei o noivado, voltei pro Brasil e me senti um bagaço emocional por um bom tempo. Busquei forças em Deus, na minha família e me segurei nas minhas poucas, mas boas amigas.
Uma dessas melhores amigas mora em São Paulo e eu sentia uma falta imensa de conversar com ela no tête-à-tête. Ela tem uma força espiritual incrível e o dom de aconselhar. E eu estava precisando muito disso... Da energia e do colo da minha amiga Inge. Além da alegria e carinho do Bruce.
Então lá em dezembro de 2011 pintou uma promoção da Tam e comprei a passagem para voar quase 2 meses depois. Pareceu uma eternidade de tempo, mas fevereiro chegou ligeiro e na quinta-feira passada eu pulei no avião rumo a São Paulo, feliz da vida...
Na primeira noite a Inge cozinhou uma pasta divina e no embalo de um vinho argentino eu, ela e nosso amigo Bruce colocamos toda a prosa em dia. Foi uma noite divertidíssima, tiramos várias fotos, nos lembramos de muitos acontecimentos engraçados e claro, atualizamos os status quo das nossas existências. Nessa hora eu falei mais do que ouvi, porque a minha vida rodopiou mais do que a deles. Mas depois de compartilhar as minhas dores o meu coração ficou leve e a noite virou uma criança!  
Ah como é bom ter amigos pra dividir a vida!
No dia seguinte fui bater perna em Sampa. A Inge mora num lugar ótimo com várias lojas legais por perto. Comprei modelitos e sapatos novos e à tarde fui à Rua 25 de Março para comprar encomendas do carnaval. Pensa num lugar cheio... Mas encontrei cada coisa...
Minha incubência era cacifar fantasias de carnaval para a festa de sábado... Vamos celebrar o carnaval num esquema muito familiar, juntando o anviersário da minha irmã (sábado) e o meu (próxima quinta) numa festa bem animada com direito a DJ, um bolo de anviersário de 3 andares (que merece um post só pra ele) e muita alegria.
E a alegria pra mim começou lá na 25 de Março, na hora que eu estava comprando as fantasias. Eu me lembrava de fulana usando a peruca azul, cicrana usando a peruca loira, os homens de Che Guevara, o palhaço e lá vai pedrada... Foi muito divertido. Cheguei na casa da minha amiga parecendo uma sacoleira do Paraguai, tamanha a tralha que eu comprei pra festa. É claro que não resisti e experimentei a peruca loira + o chapéu de cerveja... E achei um barato!!!
À noite saímos pra balada de São Paulo, que coloca a night de qualquer capital brasileira no bolso. Papos muito divertidos, reencontros maravilhosos e drinks bem gostosos! Eu que não bebia nada na night estou agora bebericando alguns drinks, culpa da Inge, que me ensinou lá atrás a tomar pileque na praia. Qualquer dia eu conto essa história...
Resumindo: o fim de semana foi maravilhoso! Recarreguei a bateria!
Obrigada Inge e Bruce pelo colo e pelo carinho! Um brinde à nossa amizade, amo muuuuuuiiiiitttttooooo vocês!
Esta música do colombiano Juanes resume o apreço que tenho pela nossa amizade... 

 "Son los ángeles que manda el cielo
Nada mejor que tener
amigos pa' compartir,
Buenos amigos

Todo cambia con el tiempo
Pero no se acaba, una
buena amistad
Es un tesoro del corazón
Tesoro del corazón"

-=♥=-

09/02/2012

Céu de Brasília traço do arquiteto ~ The traces of an Architect

Andar em Brasília me remete a um trecho da música Linha do Equador, do Djavan. O trecho diz assim:
"Céu de Brasília, traço do arquiteto".
É assim que vejo Brasília... Uma cidade com traços caricatos do arquiteto Oscar Niemeyer, ícone da arquitetura moderna brasileira.
A primeira foto é da Catedral Metropolitana de Brasília, seguindo pelo Congresso Nacional (segunda foto) até chegar ao Palácio da Alvorada... Esses projetos arquitetônicos agregam profusões singulares de pilares e formas geométricas... E são lindos de se ver, principalmente ao entardecer. 
Adoro escapulir pra Brasília... A "Capitar" fica tão pertinho de Goiânia... Só 180km e já estou respirando novos ares... E não me canso de apreciar a beleza de Brasília! Além de curtir uma boa parte da família que mora lá :)

-=♥=-

05/02/2012

Mercado paralelo ~ Parallel market

Se você for para qualquer praia no Brasil, uma coisa é fato: haverá uma porção de vendedores ambulantes te oferecendo uma vasta gama de comidinhas, drinks e bugigangas.
Em algumas praias a amolação mercadológica é tão intensa que incomoda. Parece até que você está num mercado ao ar livre ao invés de estar na praia. É um tal de:
- Olha o picolé...
- Aaaaaççççççaaaaaííííííí....
- Olha o abacaxxxiiiiii....
- Camarão, camarão...
Em outras paragens os vendedores da praia são mais discretos e se aproximam dos banhistas com mais cautela. Mas devo adiantar que estas praias são minoria no país. O negócio aqui no Brasil é fazer barulho e faturar sob a areia.
De olho neste mercado paralelo, fiz uma seleção dos artigos mais emblemáticos e exóticos que observei nas praias de Alagoas no verão de 2012. Vamos lá:
1) Vendedor de óculos de sol. Um clássico! Só perde pro vendedor de sundown. Modelitos de todas as cores e tamanhos vão te deixar vesga, tamanha a qualidade da lente... ui ui!
2) Vendedor de ostra natural...
A pergunta que não quer calar: existe ostra artificial, meu Brother?

3) Churrasquinho... Vulgo "Jesus me chama".
Não me pergunte porque...
4) Vendedor de picolé. Eles fazem a alegria da criançada e dos adultos também. Quando vou pro Nordeste, dou preferência às fábricas locais, que usam ingredientes e frutas típicas da região. Na Bahia há o famoso picolé Capelinha. Em Alagoas, o Caicó é líder absoluto e o picolé de côco queimado é uma delícia!!! Para quem não quer arriscar, há picolezeiros da Kibom por todos os cantos!
5) Vendedor de cocada. Adoro quando eles chegam oferecendo uma lasquinha de cocada pra gente degustar. Sempre compro uma cocada branca pra comer depois do almoço... Há alguns que emplacam o duo amendoim + castanha de caju... Outro clássico das praias brasileiras.

6) O Artista que vende suas criativas peças...
Este tipo de vendedor merece o "Oscar" da criatividade. Geralmente são taxados como "hippies", e muitos de fato o são. A vestimenta é desleixada, o modus falante é pra lá de relax e o turista tá frito quando eles fazem uma demonstração de sua arte...
Esta figurinha da esquerda me abordou na maior cara de pau, me contando que está há 10 anos vivendo um eterno verão no nordeste. Deixou tudo em São Paulo pra se aventurar com sua "arte", que nada mais é que retorcer ferrinhos e transofrmá-los em flores e nomes próprios.
Fui logo me adiantando, dizendo que não me interessava em nenhuma peça... Mas o hipponga já estava com a mão na massa, ou melhor, mão no ferro, pra fazer uma flor pra mim. Ele pediu uma cervejinha, dizendo - Tenha bondade, gata... - e bem, eu paguei a cerveja dele em troca de uma foto. Mas não comprei a flor.
A categoria dos artistas engloba todos os vendedores de brincos, penachos, bolsas personalizadas e etc. As cangas também são clássicas, que mulher nunca comprou uma?
Há uma infinidade de artigos vendidos nas praias brasileiras e outra infinidade de pessoas que trabalham duro sobre a areia, debaixo do sol escaldante mas sem perder o bom humor. Tudo bem que os vendedores fazem um barulhão, mas eles também fazem a maior diferença na praia... Eu particularmente adoro comprar água de côco geladinha e picolé de cajá.
E você? Qual é o produto deste mercado paralelo que mais te agrada?

-=♥=-

01/02/2012

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou ~ Searching for the sun

Contemplar o sol nascer me dá uma energia fora do comum. É como se eu me renovasse por inteira ao ver aquela bola de luz rompendo as nuvens. Sinto esperança, sinto possibilidades, sinto o sol me dando uma folha em branco pra escrever um novo dia.
Lá em Alagoas eu vi o sol nascer várias vezes. A mais especial delas foi no primeiro dia de 2012.
Eu ainda estava capenga de tanto dançar na festa da virada, mas juntei forças para acordar às 5 da manhã, horário que o sol nasce naquelas bandas. Peguei minha máquina fotográfica, companheira inseparável, e fui pra beira da piscina. A cada minuto o sol desenhava um cenário diferente.
Olha que vizú sensacional...
Mas o que tornou esse amanhecer tão especial pra mim não foi o sol... E sim a companhia de uma pituquinha que perdeu o sono e começou o primeiro dia do ano na maior agitação...  
De repente estávamos eu e minha sobrinha contemplando juntas a beleza de mais um dia nascendo em nossas vidas...
Foi demais!
Que este seja o primeiro de muitos! Muitos!
Te amo minha pequena!
..


-=♥=-

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